Biografias

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Dante Pazzanese

Dante Pazzanese, médico cardiologista brasileiro, em 1930, criou o Serviço de Cardiologia do Hospital Municipal de São Paulo, onde foi realizado o primeiro curso da especialidade e de eletrocardiografia no estado, em 1941. Nesse ano, junto com os alunos da terceira turma do curso, fundou a Sociedade Brasileira de Cardiologia, a 5ª Sociedade Nacional nas Américas e a 13ª no mundo. Foi presidente nos biênios 1943/1944 e 1948/1949. Em 1954, Dante Pazzanese viabilizou o Instituto de Cardiologia do Estado de São Paulo (Icesp) e, quatro anos depois, a instituição ganhou nova instalação, onde foi construído um ambulatório com mais de mil m², e foi rebatizada, em 1975, em sua homenagem, passando a se chamar Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia (IDPC).

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Euryclides Zerbini

O médico cardiologista e cirurgião brasileiro Euryclides Zerbini foi o quinto no mundo e o primeiro da América Latina e do Brasil a realizar um transplante de coração. Em 58 anos de carreira, realizou, com sua equipe, 40 mil cirurgias. Foi presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia entre 1976-1977 e Destaque da Cardiologia Nacional do século XX, em 2002.

Nos Estados Unidos, na Universidade de Minneapolis, foi colega de Christian Barnard, o primeiro cirurgião a realizar um transplante cardíaco. Em 26 de maio de 1968, realizou, no Hospital das Clínicas, em São Paulo, o primeiro transplante de coração da América Latina. Realizado sem a droga ciclosporina, capaz de evitar a rejeição do órgão transplantado pelo organismo, o paciente viveu aproximadamente um mês. Em 1985, com a descoberta do medicamento, a mesma cirurgia foi realizada com grande sucesso em um paciente portador da doença de Chagas.

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Luiz Venere Décourt

Luiz Venere Décourt foi um especialista em clínica médica do Departamento de Clínica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e doutor honoris causa da Universidade de Coimbra. Comandou a equipe responsável pelo primeiro transplante de coração da América Latina e um dos primeiros do mundo, em 1968, realizado conjuntamente com a equipe de Euryclides de Jesus Zerbini.

Apesar de seus méritos como cientista e pesquisador em áreas, como a febre reumática e as peculiaridades eletrofuncionais do coração, Décourt marcou sua época como didata imbatível, incentivando várias gerações de cardiologistas. Também foi presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia (1959-1960), Destaque da Cardiologia Nacional do século XX e Destaque Docente, em 2002.

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Adib Jatene

Conhecido e respeitado internacionalmente, é o inventor de uma importante cirurgia do coração, que leva seu nome: cirurgia de Jatene, desvio arterial que corrige alguns casos de dupla saída do ventrículo direito quando as grandes artérias (coronárias) estão destro transpostas. Foi pioneiramente imaginada pelo cirurgião cardíaco Willian Mustard, mas primeiramente realizada com sucesso pelo cirurgião cardíaco brasileiro, em 1975.

Expoente da cirurgia cardíaca mundial, deixou muitos legados. Além das conquistas como cirurgião, desenvolveu técnicas e realizou procedimentos de altíssima complexidade, como a idealização de coração e válvulas artificiais, já na década de 1950. Também foi presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia de 1985 a 1987 e recebeu várias homenagens, como Destaque da Cardiologia Nacional do século XX, em 2002, e Personalidade da Cardiologia, em 2013.

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Bettina Ferro de Souza

À frente de seu tempo, Bettina Ferro de Souza atuou como membro de entidades científicas regionais, como a Sociedade Paraense de Cardiologia, e nacional, como a Sociedade Brasileira de Cardiologia, sendo, inclusive, a primeira presidente mulher da entidade, no biênio 1970/1971. Foi professora na área de Clínica de Propedêutica Médica na Faculdade de Medicina da UFPA, onde também ocupou o cargo de chefe de cursos e departamento.

Os serviços prestados com êxito à ciência e à sociedade renderam a Bettina inúmeras homenagens em vida, como o Prêmio de Ilustre Benemérito da Misericórdia pelo trabalho realizado em prol das causas dos menos favorecidos, homenagem feita pela Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará, onde atuou por muitos anos na Enfermaria Santo Antônio, hoje desativada. Após seu falecimento, em 1993, teve seu nome escolhido para denominar o Hospital Universitário, referência naquele estado em crescimento e desenvolvimento infantil, oftalmologia e otorrinolaringologia.

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Nelson Botelho Reis

Na área de hemodinâmica, Nelson Botelho Reis, do Rio de Janeiro, destacou-se influenciando uma geração de especialistas e difundindo o raciocínio fisiopatológico no diagnóstico das doenças cardíacas. Chefe da Sexta Enfermaria da Santa Casa de Misericórdia, transformou-a no primeiro centro do hospital dirigido ao atendimento exclusivo de cardiopatas. Com grande esforço pessoal, tornou o serviço um diferenciado setor, com hemodinâmica, fonomecanocardiografia, eletro e vetorcardiografia, ecocardiografia, ergometria, além de um importante centro de formação na especialidade.

Em 1966, Reis criou o curso de pós-graduação em Cardiologia. Inicialmente, ministrado com o aval da Escola de Pós-graduação Carlos Chagas, passou, em 1978, a ter o reconhecimento da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) e, em 1985, do Ministério da Saúde (portaria nº 76/1985). Foi presidente da SBC no biênio 1974/1975.

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Jairo de Almeida Ramos

Jairo de Almeida Ramos criou, em 1948, e foi o primeiro editor do periódico Arquivos Brasileiros de Cardiologia (ABC Cardiol). Ocupou inúmeros cargos administrativos na Escola Paulista de Medicina, tendo sido diretor de 1952 a 1954. Foi professor de propedêutica médica (1933-1965), ocasião em que recebeu o título de professor emérito. Criou, em 1951, o Departamento de Clínica Médica, que modificou o ensino e a prática médica para aqueles que já a integravam ou para os que se formavam. Um dos fundadores da SBC, foi presidente no biênio 1955/1956.  Em 1951, participou da criação da Associação Médica Brasileira e da Revista Brasileira de Medicina e, em 1956, do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp).

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Ênio Lustosa Cantarelli

Ênio Lustosa Cantarelli, natural de Belém de São Francisco, estudou na Faculdade de Ciências Médicas, a atual Universidade de Pernambuco (UPE), e depois lecionou na mesma instituição. Foi presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia por dois biênios (1981/1982 e 1991/1993) e fundou, em 2006, o Pronto Socorro Cardiológico de Pernambuco (Procape), maior pronto socorro cardiológico público do Nordeste. Foi também diretor do Hospital Universitário Oswaldo Cruz e imortal pela Academia Pernambucana de Medicina. A Assembleia Legislativa de Pernambuco também foi prova de sua competência e dedicação, quando ele assumiu a chefia do Departamento de Saúde, órgão que auxilia na saúde dos nossos servidores. Após o seu falecimento, em maio de 2020, foi declarado Patrono da Cardiologia Pernambucana.

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Rafael Leite Luna

Rafael Leite Luna foi presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia durante o biênio 1997/1999. Ele e sua diretoria foram responsáveis pela consolidação do projeto de informática da entidade e pelo portal da Cardiologia brasileira, um dos mais premiados da área de saúde. Implantou os Cursos de Treinamentos em ACLS (Advanced Cardiovascular Life Support), e BLS (Basic Life Support), em parceria técnico-científica com a American Heart Association (AHA). Durante a mesma gestão, os Arquivos Brasileiros de Cardiologia passaram a ter publicação bilíngue (inglês e português). Rafael Leite Luna foi secretário-geral do inesquecível Congresso Mundial de Cardiologia, realizado no Rio de Janeiro em 1982.

Professor Titular de Cardiologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e do Instituto Carlos Chagas, Livre Docente em Cardiologia da Universidade Estatual do Rio de Janeiro e Fellowship em Cardiologia pela Universidade do Kansas, Estados Unidos, Rafael Leite Bueno exerceu a chefia da Cardiologia do Hospital IASERJ (Instituto de Assistência dos Servidores do Estado), nos anos de 1980 e 1990, tempos áureos da instituição.